segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

AVIAÇÃO MILITAR – ASSENTO EJETÁVEL

AVIAÇÃO MILITAR – ASSENTO EJETÁVEL

O Assento Ejetável já faz parte da aviação desde 1.910, segundo historiadores, quando o britânico George A. Barns, saltou de uma aeronave com problemas a uma altura de 10 metros e ficou ferido.

É claro que este é um método não muito convencional de sair de uma aeronave, mas desde 1.945 outro britânico conhecido como “Sir” James Martin, co-fundador da empresa Martin-Baker, se tornou o líder mundial na produção de assentos ejetáveis para aeronaves.

Os militares da Força Aérea Brasileira conhecem bem este assento, pois o Tucano T-27, possui dois assentos desta marca sendo o modelo Mk8l.

Esse tipo de assento é mais barato, mais simples e mais leves que os assentos tipo 0-0 (zero-zero) de caças de alta performance.

O Mk8L depende de uma velocidade mínima da aeronave de 70 nós para ser acionado e funcional devidamente, já os zero-zero não existe essa necessidade.

A primeira ejeção registrada é de 16 de maio de 1.961, ou seja, há muito tempo estes equipamentos salvam vidas.

Existem vários tipos de assentos ejetáveis como o Through Canopy Penetration (TCP) que tem uns “chifres” no topo do banco que servem para quebrar a bolha do canopy, exige-se que o canopy não seja feito de um material flexível, pois ele deve ser rompido totalmente.

Existe o Drag Extration, é um dos mais simples e leves, já foi utilizado de forma experimental em aeronaves e consiste em usar o fluxo de ar que passa pela aeronave como força propulsora que ejeta a cadeira.

O sistema Zero-Zero, tem esse nome porque mesmo a aeronaves estado parada (zero altitude e zero velocidade), ele pode ser acionado, para isso utiliza-se de foguetes propulsores e paraquedas, pois envia o piloto para o alto e de forma segura.

O mais curioso de tudo é que existe este tipo de assento até para o helicóptero que foi desenvolvido para uso no helicóptero Kaman Ka-50 “Black Shark” e também no Ka-52 “Alligator”

Falando em sair com um assento ejetável, tem que comentar a força G que um tripulante experimenta na ejeção, sendo que nos assentos mais velhos, puramente balísticos, essa força chegava de 17 a 22g.
Nos projetos mais novos de assentos, a força G fica entre 12 a 14g.

Se algum dia estiver passeando e encontrar um assento desses, é melhor ficar longe dele, marcar sua localização e entrar em contato com as autoridades, pois uma explosão pode trazer sérias consequências.

Melhor não querer colocar ele no carro ou como “souvenir” em casa.

Bons Voos...